FOTO DO ALMOÇO ANUAL

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A VELHA MALTA

sábado, 14 de fevereiro de 2009

FRASES DE A. LOBO ANTUNES PARA DEBATE


FRASES DE LOBO ANTUNES PARA DEBATE.

“... Entendo tão pouco da vida e o pouco que entendo chegou, é claro, demasiado tarde, quando de pouco me serve. Deviam ter-me dado um folheto de instruções quando nasci, no género dos que acompanham as embalagens de medicamentos: indicações, contra-indicações, posologia, advertências, efeitos secundários. E em certos dias da semana, certos momentos, certas pessoas só podiam ser usados com receita médica.
L. Antunes na visão de 27.04.05, pag 7.

“...tive que enterrar grandes valores para sobreviver. Foi difícil e talvez indigno mas não encontrei outra saída. Uma hipótese era a de aceitar a mentira e conviver com ela; outra era não pactuar. E as duas hipóteses eram particularmente dolorosas.. Entendo tão pouco de a


È PRECISO ESTUDAR ANTÓNIO LOBO ANTUNES.

É um romancista português, nascido em Lisboa no dia 1 de Setembro de 1942 e proveniente de uma família da grande burguesia portuguesa. Licenciou-se em Medicina com especialização em Psiquiatria. Exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, dedicando-se desde 1985 exclusivamente à escrita.

A.L.Antunes é, decididamente um autor que exige muito de nós e que nos coloca problemas de nada fácil resolução. É ele que diz que começa a trabalhar às catorze e vai até às vinte e duas (respeitando as horas das refeições, obviamente), mas que às vezes tem de ir até ao hospital ver pessoas.... para não dar em maluco...

Como é que se pode classificar um homem que diz de si próprio o que vem no parágrafo anterior e o que vem nas frases seguintes?:

“...tive que enterrar grandes valores para sobreviver. Foi difícil e talvez indigno mas não encontrei outra saída. Uma hipótese era a de aceitar a mentira e conviver com ela; outra era não pactuar. E as duas hipóteses eram particularmente dolorosas.. Entendo tão pouco de amor...”

Será LA um génio, um céptico, um excêntrico, um detentor de uma inteligência fora do normal, será que tem razão no que diz, será que para desfrutarmos da vida necessitaríamos de um folheto de instruções?...

Afinal, o que e que tem para nos dar Lobo Antunes?

João Brito Sousa

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A MIHA POESIA


A MINHA POESIA

Anima-me...
Ponho-me a pensar em situações diversas
E controversas
E pronto ...

E lá vai ...
E se umas vezes a inspiração dá
De lá sai

Uma coisa arrumada
Ou arruinada...

Eu estou de acordo com o poeta
ROBERTO AFONSO
Porque é ele que diz
que poesia não é um prato que se sirva
insonso!...

Que apenas nos torna mais feliz ...

E que não necessita de murros na mesa
À boa maneira portuguesa....
Porque poesia é melodia...
É harmonia

E comunicação também ....
E que faz bem
A quem está doente....
Que é o estado geral em que se encontra
muita gente..

Mas ó Adolfo.... o que é te deu
Para pensares que o BB sou eu?

O Baptista Bastos não devia de entrar aqui
Não só porque é dos melhores
escritores que já li..

Poeta será dos piores.... não sei

Eu aceito todas as tuas palavras menos
as que ligam.
BB à solidariedade
Porque aí as ideias brigam...

Um homem que escreveu,
“Toda a vida e um processo de demolição”
Pode ser tudo...
Mas péssimo escritor é que não....

Estou mais de acordo com o Diogo Tarreta
Que diz ser utopia
A minha poesia.

È sim senhor....
Meu amigo... sou um sonhador.

E nada mais há a fazer...
A não ser o que me pedes
que é escrever.
Com amor...

E fa-lo-ei...
Sempre... ao melhor estilo que sei...
Que é não saber nada de nada
E enquanto não cair na parada...
Escreverei...

Como disse BB... apenas sobre aquilo que sei

Da vida!....

Essa princesa desconhecida
Que procuro entender ...
Mesmo a pureza do seu olhar
Não sei ler....

E mesmo porque desconheço
Se mereço!....

A vida que para mim escolhi...
Sim senhor....
E onde assino .. como poeta e escritor.

Eu vou mais longe

A poesia está ou não está comigo
E quando estiver....
Não há, nem haverá nem pode haver
crítica a fazer

Porque.. a minha poesia sou eu...
Porque sou um poeta
Vivo ...
que ainda não morreu

João Brito Sousa

DEBATE


DEBATE


O que é ser um escritor?

Onde é que termina a função daquele que se diz escritor ou que gosta apenas de escrever e começa o trabalho daquele que se pode considerar escritor.

Diniz Machado que escreveu apenas “O que diz Molero” poderá considerar-se um escritor?.

Baptista-Bastos que começou como jornalista e escreveu dez romances e ainda escreve para os jornais, pode ser considerado escritor?

Hemingway foi jornalista de guerra e Prémio Nobel da literatura. O que é que fez para isso?.

Escrever é um aprendizagem perpétua onde raramente se chega lá diz Baptista-Bastos..

Afinal, o que é um escritor?

Texto de
João Brito Sousa


COMENTÁRIO ... perguntando.


Dizem os entendidos na matéria que, para se conseguir ser escritor, é preciso ler muito. Obviamente que isso será uma realidade. Mas será que, lendo muito e gostarmos de escrever, estamos condenados a ser grandes escritores? Há grandes escritores? E pequenos e médios também? Porque é que não há uma escola de ensinar a escrever em Portugal? Porque é que o Dr. Mário Soares, que produz cinco livros de reconhecido mérito por ano, se recusa a ser considerado como escritor?

Será o número de exemplares vendidos que define o escritor? Ou será por o Dr. Mário Soares escrever sobretudo biografias e não ficção? Residindo aqui o cerne da questão? João Brito Sousa

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A POESIA DE MANUEL MADEIRA


À DESCOBERTA DAS CAUSAS NO SORTILÉGIO DOS EFEITOS
Manuel Madeira

Poesia

NA PAISAGEM POÉTICA, O UNIVERSO DO SER

Neste trabalho poético, o mais recente de Manuel Madeira, autor que já nos habituou a poemas de fôlego, amplia a sua relação ôntica, percorrendo as várias vertentes da dialéctica tempo-espacial do eu poético, na sua articulação com o universo.

No primeiro ciclo de poemas, constituídos por VI partes, intitulado Universo, o poeta posiciona-se exactamente no seu centro: «Estamos neste momento no Centro do Universo,/por mais que me afaste não me aparto do centro/ porque estou convosco pisando o mesmo chão/ que viaja connosco, que viajamos com ele.» (I, p. 9).

O universo é desde logo enunciado como um centro de afectos, no qual o ser se integra, na sua dimensão cósmica. No segundo poema, a palavra é introduzida como elemento estabilizador, o único, através do que é possível estabelecer pontos de referência, ainda que frágeis, pois pressentimos aqui a corrosão do tempo e dos afectos, projectados na inevitabilidade da entropia do cosmo: «Só as palavras sonham ser estáveis e intactas/como estacas cravadas nas bermas devassadas,/mas nem elas resistem à corrosão entrópica/nem nós que as usamos somos impolutos.»(II, p. 10).

A sua procura é intemporal, inscreve-se nas origens, remonta ao atomismo de Demócrito: «Falemos da forma e da essência das coisas,/procuremos a origem mais remota do ser/a causa das causas casuais das coisas/o nada original princípio e fim de tudo./Os gregos já tinham sonhado com o sonho,/Demócrito sonhou (...)». (III, p. 11).

A «matéria dinâmica» consubstancia a energia endógena que conglomera em si todos os sentidos, incorporando o orgânico e o inorgânico: «Porque a matéria sonha e pulsa desde o verme à estrela»: (IV, p. 12).


texto de MARIA DO SAMEIRO BARROSO

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SENHOR Dr. MIGUEL VEIGA


Porto, 2009.02.09

Ao Dr MIGUEL VEIGA

Com os meus cumprimentos.

Acabo de receber a sua obra “O meu único infinito é a curiosidade” que me deixou fascinado pela sua imponência.. A obra tem do melhor que há no nosso país, Miguel Veiga, Vasco Graça Moura, Baptista Bastos e oferece-me o seguinte comentário:

“Somerset Maugham diz lá no seu “O Exame de Consciência” que o melhor prosador que o mundo moderno teve foi Voltaire. E que os escritores ingleses, talvez devido `a poética natureza da língua, alcançaram algumas vezes a excelência que a ele parece ter vindo tão naturalmente. E só foram admiráveis na medida em que se aproximaram da fluência, sobriedade e precisão do grande mestre francês”

Penso que Maugham não conhecia Miguel Veiga quando escreveu isso, porque se o conhecesse, tê-lo-ia colocado no mesmo patamar do escritor francês, porque a escrita de Veiga encerra em si mesma as três qualidades que Maugham preconiza como imprescindíveis: a clareza, a simplicidade e a eufonia..

Maugham diz que há duas espécies de obscuridades nos escritores:. Uma por negligência, outra por puro capricho. Muitas vezes escrevem obscuramente porque nunca se deram ao trabalho de aprender a escrever com clareza.

Era de esperar que homens que passaram a vida no estudo dos grandes mestres da literatura, fossem suficientemente sensíveis à beleza da linguagem para escrever, senão com beleza ao menos com lucidez.

Mas encontramos nas suas obras frase após frase que temos de ler duas vezes para lhes descobrir o sentido. Muitas vezes mal conseguimos adivinhá-lo, pois os escritores evidentemente não disseram o que pretendiam.

Outra causa de obscuridade é que o próprio escritor não está perfeitamente seguro dos pensamentos. Tem uma vaga impressão do que quer dizer, mas, ou por falta de poder mental ou por preguiça, não o formulou exactamente no seu espírito

Miguel Veiga corresponde ao melhor lado da crítica de Maugham, invocando na sua obra, com a máxima clareza, o seu modo de olhar o Porto, a sua luz .. com uma referência a Eugénio de Andrade: “esta é a luz do mar da Foz, atravessada por duas ou três gaivotas ....e também a Sophia: ”quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar..

Mas a obra de Miguel Veiga, lê-se entusiasticamente, porque é verdadeira e sentida ... que empolga mesmo. Encerra uma grande dose de beleza e de amor a este céu cinzento da cidade e a esta cidade

Fui sempre fiel ao Porto a que pertenço e sempre pertenci .. diz Miguel Veiga

Uma excelente obra literária

Queira aceitar, Exmo senhor, os parabéns do
João Brito Sousa

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

REFLEXÃO FILOSÓFICA


UM MUNDO DE VIDAS
por Vegílio Ferreira

Nós vivemos da nossa vida um fragmento tão breve. Não é da vida geral - é da nossa. É em primeiro lugar a restrita porção do que em cada elemento haveria para viver. Porque em cada um desses elementos há a intensidade com o que poderíamos viver, a profundeza, as ramificações.

Nós vivemos à superfície de tudo na parte deslizante, a que é facilidade e fuga. O resto prende-se irremediavelmente ao escuro do esquecimento e distracção. Mas há sobretudo a zona incomensurável dos possíveis que não poderemos viver. Porque em cada instante, a cada opção que fazemos, a cada opção que faz o destino por nós, correspondem as inumeráveis opções que nada para nós poderá fazer.

Um golpe de sorte ou de azar, o acaso de um encontro, de um lance, de uma falência ou benefício fazem-nos eliminar toda uma rede de caminhos para se percorrer um só. Em cada momento há inúmeros possíveis, favoráveis ou desfavoráveis, diante de nós. Mas é um só o que se escolheu ou nos calhou.

Assim durante a vida vão-nos ficando para trás mil soluções que se abandonaram e não poderão jamais fazer parte da nossa vida. Regresso à minha infância e entonteço com as milhentas possibilidades que se me puseram de parte. Regresso à juventude, à idade adulta, ao simples dia de ontem e a infinidade de soluções que não adoptei dava para um mundo de vidas. Foi uma só.

Nela realizei, num único percurso, aquilo que constituiu o todo de uma vida humana. E todavia, nessa estreiteza de ser está o infinito de mim. Deus é a simplicidade absoluta e tem o máximo de ser. Nós conhecemos em nós esse máximo e é por isso que ao Deus o soubemos inventar.

COMENTÁRIO

“Ao que parece a vida, a nossa vida, a vida de todos nós, isso que eu defino como o espaço temporal que nos coube desfrutar desde que chegámos, não se sabe de onde, até que nos vamos embora , não se sabe para onde, tem sido vivida por nós, muito à superfície, muito ao de leve e é um assunto nada aprofundado.

O mundo em que vivemos ou que nós, indirectamente ajudámos a construir é o mundo dos poderosos, esses que estabelecem os modelos de vivência em comum e nos castigam com palavras ou actos, só porque houve um desvio de rota em determinada altura das nossas vidas. A vida, é um conjunto de comportamentos praticados por cada um de nós , cujo somatório final vem desembocar naquilo a que chamamos de Sociedade.

A sociedade manda nas nossas vidas... , não nos deixa viver e impõe-nos a conduta que defende os interesses superiores. Se isto é assim, por um lado, por outro, não tivemos possibilidades de experimentar tudo, ficámos sempre na dúvida, tantas oportunidades para uma vida só, como diz Virgílio Ferreira. Tantas hipóteses, tantos caminhos, tantas possibilidades... no fundo, tantas vidas para uma só vida em cada em de nós.”

Complicado...

João Brito Sousa

AOS NOSSOS PROFESSORES

(somerset maugham)


EM HOMENAGEM À Drª MARIA ALMIRA


LITERATURA

O EXAME DE CONSCIÊNCIA
De somerset maugham

Recomendo a leitura desta obra de Maugham, porque é excepcional.

Dele retiro algumas passagens.

“De certo modo tenho utilizado nas minhas obras tudo quanto me aconteceu ao longo da vida. Muitas vezes uma experiência pessoal me serviu de tema e inventei uma série de incidentes para ilustrá- la “

É uma obra muito interessante, lê-se muito bem. É clara, porque um texto difícil é aquele que é produzido por alguém que não sabe bem a matéria, diz o autor.

“Ninguém pode dizer toda a verdade a respeito de si mesmo, é uma frase que consta na obra ...

Rosseau, nas suas Confissões, narra incidentes que chocaram profundamente a sensibilidade dos homens. Descrevendo-os tão francamente, falsificou-lhes o valor e portanto deu-lhes no seu livro maior importância do que tiveram na sua vida.”...


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Texto de
João Brito SOUSA