TALVEZ
Talvez tu nunca tenhas visto o azul do mar
Talvez tenhas sonhado que essa cor existe
Talvez tenhas pensado saber o que é amar
Mas tens um coração de dúvidas que resiste!...
Talvez queiras uma certeza no que é incerto
Talvez queiras uma oportunidade e ser feliz
Mas não aceites bem se o amor parecer certo
Apesar do coração só aceitar o que o amor te diz.
E se o amor te disser que quer a tua companhia
E quer viver contigo em sossego, paz e harmonia,
Aproveita que isso na vida acontece uma vez.
Talvez depois, seja amor tudo o que vier até ti
E serás aquela pessoa que ora chora, ora ri
Porque o amor é assim mesmo, não é talvez...
JOÃO
sexta-feira, 6 de maio de 2011
CARTA A UM CÍRCULO DE AMIGOS
(armando baptista bastos)De armado baptista bastos,
O meu ofício é escrever histórias. Quero dizer. souum vnededor de esperanças e um mercador de omissões. Há quem escreva para evitar viver; eu vivo a escrever, tentando obstinado e humilde, reparar uma uma injustiça primordial -o que nos pune com a morte. Batalho rudemente contra o tempo recuperando a memória, reavivando perfumes antigos ...
O meu ofício é escrever histórias. Quero dizer. souum vnededor de esperanças e um mercador de omissões. Há quem escreva para evitar viver; eu vivo a escrever, tentando obstinado e humilde, reparar uma uma injustiça primordial -o que nos pune com a morte. Batalho rudemente contra o tempo recuperando a memória, reavivando perfumes antigos ...
JBS
PARABENS
SCBRAGA / BENFICA
O jogo de futebol entre o SCBRAGA / SLBENFICA foi ganho pelo SCBRAGA com todo o mérito. Foi inteligente a conseguir o resultado.
Contrariamente ao que eu previa não houve incidentes. O jogo foi bastante correcto e sem casos..
Continuo benfiquista mas é de bom tom e de toda a justiça felicitar os bracarenses pelo bom desempenho.
O norte está de parabéns, futebolisticamente falando.
Hoje é o nome de Portugal que está em jogo.
PARABENS SCBRAGA
Porque
Foste mais sereno
E desta vez
Não foste nada pequeno
Foste
Sério e honesto
E nada modesto
É assim a vida
E para o resto da corrida
FELICIDADES.
JBS
O jogo de futebol entre o SCBRAGA / SLBENFICA foi ganho pelo SCBRAGA com todo o mérito. Foi inteligente a conseguir o resultado.
Contrariamente ao que eu previa não houve incidentes. O jogo foi bastante correcto e sem casos..
Continuo benfiquista mas é de bom tom e de toda a justiça felicitar os bracarenses pelo bom desempenho.
O norte está de parabéns, futebolisticamente falando.
Hoje é o nome de Portugal que está em jogo.
PARABENS SCBRAGA
Porque
Foste mais sereno
E desta vez
Não foste nada pequeno
Foste
Sério e honesto
E nada modesto
É assim a vida
E para o resto da corrida
FELICIDADES.
JBS
quinta-feira, 5 de maio de 2011
CRÓNICA
(António Aleixo)QUE FELIZ DESTINO O MEU !...
Por João Brito Sousa
O título desta crónica, é um verso de António Aleixo, retirado dum dos seus poemas de amor. Trouxe-o para aqui, por um lado, para dar devaia ao poeta e por outro, para espraiar o meu raciocínio, quer quanto ao meu destino, quer quanto ao destino colectivo desta Nação de quase novecentos anos, já que penso que os mesmos não coincidem, temporalmente.
Por João Brito Sousa
O título desta crónica, é um verso de António Aleixo, retirado dum dos seus poemas de amor. Trouxe-o para aqui, por um lado, para dar devaia ao poeta e por outro, para espraiar o meu raciocínio, quer quanto ao meu destino, quer quanto ao destino colectivo desta Nação de quase novecentos anos, já que penso que os mesmos não coincidem, temporalmente.
A palavra destino, num sentido genérico, tem uma força enorme e uma distância igualmente enorme; fica lá para os confins. Mas situando-se muito distante, tem, na pertença de cada um de nós, uma distância relativamente pequena e uma longevidade igualmente pequena. Quer dizer, o destino do País situa-se lá para o fim do Universo e o destino do homem, cada um por si, situa-se numa distância e longevidade próximas. Digamos então que destino do País e o destino do ser humano, apenas se vão encontrar no somatório dos diversos destinos do homem, podendo sim, nessa altura, encontrar-se esses vários destinos individuais, representado pelo último, com o destino do País.
“Que feliz destino o meu, desde a hora em que te vi, julgo até que estou no céu, quando estou ao pé de ti”, é o que canta Aleixo, que é o destino que o poeta requer para si, e, no fundo, requer para nós todos, pretendendo conduzir-nos a uma harmonia de interesses, para se chegar a um estádio de bem estar sentimental, neste caso, que nada tem a ver com políticas de Governos em exercício, mas sim com sentimentos, que se geram no interior de cada um de nós e dos quais, apenas nós somos responsáveis pela sua condução, que às vezes, por ser má, também não nos traz a almejada felicidade.
No campo social, há também um destino pessoal que navega dentro do campo das possibilidades de acesso, que potencialmente cada um de nós possui e nos são disponibilizadas pelo País, enquanto entidade responsável pelo destino de cada um de nós. E aqui é mais difícil de conciliar e ter êxito, porque é uma entidade colectiva a gerir um colectivo, com a particularidade deste colectivo ser o somatório de comportamentos individuais, cada um com a sua formação, o seu querer, a sua potencialidade, que vai encaixar na oferta do colectivo País.
O nosso destino particular, dependerá do comportamento do destino colectivo preconizado e implementado pela entidade maior designada País, não se podendo esquecer, que esse comportamento é executado por unidades de destino já ali ao virar da esquina, chamemos-lhe destino à vista, se bem que no conjunto se deva ter em mente que esse destino País é o destino a grande distancia.
Estará aqui a razão da grande desarmonia? O destino dum País é preparado e conduzido a uma velocidade mais lenta, porque é de dimensão maior, comparativamente ao destino pessoal de cada um de nós, que exige mais rapidez, por ser de extensão mais curta. Há aqui nestes comportamentos disparidade de procedimentos, o que origina o prejuízo numa das partes, normalmente a mais fraca e a de menores recursos e capacidades. Que somos nós.
O destino, num outro sentido, é uma palavra portuguesa que nos amarra e simultaneamente nos encanta. E que nos atrai, nos momentos mais difíceis. Às vezes até o cantamos porque somos um País, aparentemente, sem destino e por isso cada um de nós terá igualmente um destino precário. Mas cantadores de fado, sempre.
Eu não canto porque não tenho voz. Mas gostava.
Jbritosousa@sapo.pt
Jbritosousa@sapo.pt
AOS POETAS QUE QUEIRAM COLABORAR
CONVITE AOS POETAS
QUE QUEIRAM COLABORAR
VENHAM^
Se você quiser, meu caro amigo
Poeta ou escritor dê a entrevista
E querendo, pode até falar comigo
Eu gosto de ter um amigo à vista
Amizade é, para mim, podem crer
Um sentimento poderoso, honesto
Que eu tenho orgulho em saber
Que o possuo não importa o resto
Entrevistar aumenta a solidaredade
Que devéra existir na nossa idade
E às vezes não existe, não e não e não
Venha, diga-nos de si, o que quiser
Porque qeiramos ou não basta vc dizer
Que é poeta, esse ser humano de eleição
JBS
Os Confrades da Poesia – Quem é (o entrevistado)? …
R:
OCP – Sente orgulho da sua terra Natal?
R:
OCP – Quando começou a escrever e como define a Poesia?
R:
OCP – Acha que a Poesia é um bem Universal?
R:
OCP – Há quem diga que os poetas são loucos ou sonhadores, qual é a sua opinião pessoal?
R: OCP – Quais os seus autores favoritos?
R:
OCP - Tem obras publicadas ou publica os seus trabalhos em jornais ou revistas?R:
OCP – Encontra algumas dificuldades em publicar os seus trabalhos?
R:
OCP – Qual a sua opinião sobre a publicação digital (e-books) hoje tão actual?
R:
OCP - Tem prémios literários?
R: OCP - Tem Blog ou site próprio ou participa em alguns?R:
OCP – Como define «Amizade»?R:
OCP - Como classifica o Boletim mensal… Acha que ele é uma mais-valia para a nossa Associação?
R:
OCP – Dada a sua experiência que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever?R:
OCP - Tem algo mais pertinente que deseje acrescentar nesta entrevista?
R:
OCP - Pode também acrescentar algumas sugestões que lhe pareçam adequadas...
R:
Colocação de
JBS
QUE QUEIRAM COLABORAR
VENHAM^
Se você quiser, meu caro amigo
Poeta ou escritor dê a entrevista
E querendo, pode até falar comigo
Eu gosto de ter um amigo à vista
Amizade é, para mim, podem crer
Um sentimento poderoso, honesto
Que eu tenho orgulho em saber
Que o possuo não importa o resto
Entrevistar aumenta a solidaredade
Que devéra existir na nossa idade
E às vezes não existe, não e não e não
Venha, diga-nos de si, o que quiser
Porque qeiramos ou não basta vc dizer
Que é poeta, esse ser humano de eleição
JBS
Os Confrades da Poesia – Quem é (o entrevistado)? …
R:
OCP – Sente orgulho da sua terra Natal?
R:
OCP – Quando começou a escrever e como define a Poesia?
R:
OCP – Acha que a Poesia é um bem Universal?
R:
OCP – Há quem diga que os poetas são loucos ou sonhadores, qual é a sua opinião pessoal?
R: OCP – Quais os seus autores favoritos?
R:
OCP - Tem obras publicadas ou publica os seus trabalhos em jornais ou revistas?R:
OCP – Encontra algumas dificuldades em publicar os seus trabalhos?
R:
OCP – Qual a sua opinião sobre a publicação digital (e-books) hoje tão actual?
R:
OCP - Tem prémios literários?
R: OCP - Tem Blog ou site próprio ou participa em alguns?R:
OCP – Como define «Amizade»?R:
OCP - Como classifica o Boletim mensal… Acha que ele é uma mais-valia para a nossa Associação?
R:
OCP – Dada a sua experiência que conselho daria a uma pessoa que começasse agora a escrever?R:
OCP - Tem algo mais pertinente que deseje acrescentar nesta entrevista?
R:
OCP - Pode também acrescentar algumas sugestões que lhe pareçam adequadas...
R:
Colocação de
JBS
terça-feira, 3 de maio de 2011
CONTO

ERA COMO LHE CHAMAVAM.
Por João Brito Sousa
Ti Zé Inácio vivia perto da cidade e era almocreve de profissão. Tinha todo o equipamento necessário para tal desempenho e às sete horas da manhã já estava na cidade à espera dos seus clientes para os fretes do dia. Zé Inácio era um homem muito popular na sua região, homem desembaraçado, percorria as feiras e mercados e às vezes comprava um bezerro que logo o vendia ganhando os seus trocados.
Por João Brito Sousa
Ti Zé Inácio vivia perto da cidade e era almocreve de profissão. Tinha todo o equipamento necessário para tal desempenho e às sete horas da manhã já estava na cidade à espera dos seus clientes para os fretes do dia. Zé Inácio era um homem muito popular na sua região, homem desembaraçado, percorria as feiras e mercados e às vezes comprava um bezerro que logo o vendia ganhando os seus trocados.
Trabalhava sempre, quando não estava na cidade com o carro e a mula, estava no seu pequeno horto, onde cultivava legumes e batatas, que aos sábados ia vender ao mercado da cidade.
Francisca, a sua primeira mulher, tinha as lides da casa a seu cargo mais os trabalhos que os filhos lhe davam, vendia no mercado e dava uma mãozinha no terreno de cultivo. Zé Inácio era muito exigente com ela, ao ponto de Francisca se irritar por vezes com o esposo, discutindo forte e feio.
Francisca, a sua primeira mulher, tinha as lides da casa a seu cargo mais os trabalhos que os filhos lhe davam, vendia no mercado e dava uma mãozinha no terreno de cultivo. Zé Inácio era muito exigente com ela, ao ponto de Francisca se irritar por vezes com o esposo, discutindo forte e feio.
Aos domingos, Ti Zé ia até à taberna onde bebia o seu copo e cavaqueava com os amigos. Vinha almoçar à uma da tarde e depois deitava-se a descansar. E chamava Francisca para descansar com ele. Nos dias em que as coisas corriam bem o ambiente era de plena felicidade e até Francisca tratava o Ti Zé por meu querido.
Durante a semana os trabalhos continuavam e a vida ia rolando. Ti Zé era muito apaixonado pelo seu trabalho, trazia o muar bem alimentado e a carroça sempre num brinco, bem lavada, o que não invalida que às vezes não se zangasse com o animal, o que acontecia também com Francisca. Num desses desentendimentos, foi a Francisca que lhe pregou uma surra das antigas, o que levou Ti Zé a pensar melhor na sua maneira de lidar com a sua senhora.
- A partir de agora, vê lá se modificas essa tua maldita maneira de ser, porque quem bate aqui sou eu.
Estranho facto este, das zaragatas, porquanto Ti Zé não se metia na pinga, bebia, é certo, mas nada de excessos, nada fazendo supor nem se vislumbravam razões, para que tal acontecesse.
Mas acontecia.
Ti Zé começou a pensar no que lhe dissera Francisca e não aceitava lá muito bem que fosse ele a comer pela medida grossa, como se diz na gíria. Foi quando se lembrou da Madalena, que às vezes lhe surgia no caminho quando ia para o mercado, aos sábados, que mesmo na presença de Francisca, lhe pedia umas couves para o almoço.
- Toma lá as couves e deixa-me em paz.
Num dessas manhãs, TI Zé disse a Madalena, olha lá preciso de falar contigo.
- Qual é o assunto? indagou Madalena.
- Leva as trouxas e aparece lá em casa à noite.
Madalena foi e a conversa durou até às tantas. Ficou nessa noite em casa do Ti Zé e dormiram os três juntos. A coisa deu certo e durou muitas noites. O Joaquim Preto, quando o via, dizia-lhe.
- Estás bom ó Zé do Meio.
Era como lhe chamavam.
POEMA

DEPOIS DAS DEZANOVE
É depois das dezanove que venho ao jardim
Sento-me no banco grande já dentro das flores
E o silêncio da tarde vem juntar-se a mim
E aí recito os teus versos que são dos melhores
Carinhosos, ternos e belos, como eu nunca li
Companheiros das tardes, frescas e amenas
Leio-os vezes sem conta porque nunca escrevi
Mensagens tão lindas, escrevo versos apenas
Tenho uma ideia e aposto nela e sigo por aí
E espero a tal criação que ainda não consegui
Se nuns dias temos sol noutras vezes chove
A inspiração falta-me às vezes, fico danado
Queria ver nos versos a beleza dum bordado
E por isso vou ao jardim depois das deznove
João Brito Sousa
É depois das dezanove que venho ao jardim
Sento-me no banco grande já dentro das flores
E o silêncio da tarde vem juntar-se a mim
E aí recito os teus versos que são dos melhores
Carinhosos, ternos e belos, como eu nunca li
Companheiros das tardes, frescas e amenas
Leio-os vezes sem conta porque nunca escrevi
Mensagens tão lindas, escrevo versos apenas
Tenho uma ideia e aposto nela e sigo por aí
E espero a tal criação que ainda não consegui
Se nuns dias temos sol noutras vezes chove
A inspiração falta-me às vezes, fico danado
Queria ver nos versos a beleza dum bordado
E por isso vou ao jardim depois das deznove
João Brito Sousa
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